
“Inimitável, dinâmico, autêntico”
Falar em Euclides da Cunha não é fácil, pois tal escritor é digno de estudos que possam chegar a seu nível. Deve ser reverenciado não apenas e tão somente por sua escrita, por sua literatura, mas por suas denúncias e críticas.
Euclides da Cunha é uma figura excessiva em relação à vários outros autores que pecam por não querer ou não saberem diversificar ou serem autênticos em suas literaturas. Ele não se limitou tão somente a denúncia, mas se tornou peça fundamental nos estudos científicos como a geografia, por exemplo.
Autenticidade!
Euclides da Cunha e suas obras são autênticas e de caráter ímpar.
Ele não se rebaixou e tão pouco se entregou à sociedade. Foi homem à frente do seu tempo. Repito: foi homem; ser humano, portador de uma identidade magnífica: a compaixão. Se doar em favor de um bem maior requer sacrifícios e Euclides da Cunha não mediu esforços para isso. Sacrifícios foram realizados por ele em pról de uma pátria e sociedade assombrada pelo fantasma do egoísmo, o qual permanece até hoje.
Quantos Euclides ainda existem? Quantos Canudos?
Necessitamos de seres humanos que, assim como Euclides possam gritar: “Canudos foi um crime. Denunciemo-lo!”.
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